Eu acredito que transformar um texto escrito em mensagem oral é o ato de repetir em voz alta ou mesmo em leitura silenciosa o que se está lendo, sem que a informação seja captada simultaneamente com ato da leitura. Esse processo pode fazer com que a leitura de um romance, por exemplo, seja muito mais longa do que o esperado, tornando a leitura um trabalho cansativo. Logo será difícil adquirir o gosto pela leitura, sendo mais fácil buscar informações e conhecimentos em outros meios de comunicação, como a televisão.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Reflexão sobre o seminário: O ato de ler
Pergunta da Larissa: “O não-leitor, diante de um texto escrito, não o compreende diretamente. Vê-se obrigado a transformá-lo em mensagem oral; é essa mensagem que ele entenderá. Esse trabalho de transformação é extremamente demorado e difícil, e não é possível, portanto, abordar dessa maneira um livro de trezentas paginas”
A partir do trecho extraído do Livro A leitura em Questão de Jean Foucambert, elabore uma reflexão sobre o que seria transformar um texto escrito em mensagem oral e sobre qual a relação desse tipo de leitura com o gosto por livros e por textos escritos em geral.
Reflexão Sobre o Seminário: A Invenção da Escrita - Os Primeiros Escritores e Leitores
Pergunta Renata Catib: A escrita cuneiforme possibilitou maiores nuances de sentidos e matizes de significados, possibilitando assim o registro de uma literatura muito mais rica e complexa. A sofisticação na escrita aumentou muito, mas será que a escrita pode ser considerada tão rica ou eficiente quanto a nossa linguagem oral?
Na minha opinião ambas tem pontos fracos e fortes. No que diz respeito à eficiência, a escrita e a linguagem oral são iguais, dependendo sempre do objetivo que se quer alcançar. O surgimento da escrita permitiu registros mas a oralidade foi o único recurso que as gerações anteriores tinham para trasmitir às futuras seus conhecimentos.
É importante lembrar que, hoje em dia, no mundo digital em que vivemos, com inúmeros meios de comunicação virtuais, podemos corrigir o que foi escrito quantas vezes acharmos necessário e o que foi dito oralmente continua sendo um ato sem volta, necessitando de maior oralidade para ser corrigido.
Na minha opinião ambas tem pontos fracos e fortes. No que diz respeito à eficiência, a escrita e a linguagem oral são iguais, dependendo sempre do objetivo que se quer alcançar. O surgimento da escrita permitiu registros mas a oralidade foi o único recurso que as gerações anteriores tinham para trasmitir às futuras seus conhecimentos.
É importante lembrar que, hoje em dia, no mundo digital em que vivemos, com inúmeros meios de comunicação virtuais, podemos corrigir o que foi escrito quantas vezes acharmos necessário e o que foi dito oralmente continua sendo um ato sem volta, necessitando de maior oralidade para ser corrigido.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Reflexão sobre o seminário: História da leitura no Ocidente - da leitura em voz alta à leitura silenciosa
Pergunta da Samanta: O texto “A história da leitura”, apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você.
O seminário do grupo tratou de um tema bastante interessante pelo fato de as pessoas muitas vezes nem perceberem as diferenças entre o ato de ler em silêncio ou em voz alta. Para mim é nítida essa diferença a tal ponto que, quando alguém lê em voz alta para mim, eu tenho tanta dificuldade em entender que muitas vezes preciso reler eu mesma. Agora que estou de volta à faculdade, e tendo que praticar esse ato da leitura coletiva, percebi essa minha questão e sinto a necessidade de exercitar os meus ouvidos e a concentração, para um entendimento satisfatório dos textos estudados em sala de aula e também em outras situações em que um texto seja lido para mim.
O seminário do grupo tratou de um tema bastante interessante pelo fato de as pessoas muitas vezes nem perceberem as diferenças entre o ato de ler em silêncio ou em voz alta. Para mim é nítida essa diferença a tal ponto que, quando alguém lê em voz alta para mim, eu tenho tanta dificuldade em entender que muitas vezes preciso reler eu mesma. Agora que estou de volta à faculdade, e tendo que praticar esse ato da leitura coletiva, percebi essa minha questão e sinto a necessidade de exercitar os meus ouvidos e a concentração, para um entendimento satisfatório dos textos estudados em sala de aula e também em outras situações em que um texto seja lido para mim.
Pergunta seminário "O ato de ler"
Vimos no seminário que três diferentes concepções de leitura implicam em três diferentes sentidos ao texto. Como que o sentido do texto pode influenciar no gosto pela leitura? e como isso pode ser trabalhado num ambiente escolar?
Resumo curto e longo do texto "A leitura em questão"
O texto "a leitura em questão" de Jean Foucambert é uma complementação para o seminário "O ato de ler" e trata das dificuldades que as pessoas em geral encontram na leitura. Essas dificuldades são provenientes da falta de prática, da pouca convivência com livros, das escassas informações prévias sobre o que se vai ler e, principalmente, pelo fato de que os livros são escritos, em grande parte, por quem sabe ler para quem sabe ler, deixando assim o não leitor em uma posição inferiorizada em relação aos livros.
De acordo com o texto somente 30% das pessoas são leitores e 70%, ou menos, são capazes de entender a escrita, mas muitas vezes despendendo esforços tão grandes que certamente procurarão outros meios de adquirir informações, lendo somente o necessário. O texto ainda afirma que quem tem o hábito de ler e sente prazer em fazê-lo, lerá cada vez mais; e quem não lê, cada vez menos, já que quanto mais tempo se emprega em uma leitura, mais difícil são as chances de sentir prazer com ela.
Para um bom aproveitamento da leitura é preciso informações prévias sobre o que se vai ler. Não há maneiras de se interessar por um assunto e ter o desejo de pesquisá-lo em uma enciclopédia, se não souber o que é uma enciclopédia e como usá-la. Assim, o não leitor, irá buscar a informação que necessita com alguém que possa transmiti-la oralmente, de forma mais fácil, já que não sabe que encontrará respostas às suas perguntas no conteúdo de um livro. Logo, para um bom uso da escrita, é preciso saber uma enormidade de informações sobre ela, o que seria mais fácil se técnicas de leitura e procura do que se vai ler fossem aprendidas na escola e além dela.
Por último o autor fala do sentimento de inferioridade do não leitor em relação aos livros. Esse, quando começa o processo de leitura e encontra dificuldades, desiste, duvidando de suas capacidades e sem parâmetros para avaliar aquele livro. Já o leitor assíduo nunca duvidaria de seus conhecimentos e diria que é o livro que não é interessante.
De acordo com o texto somente 30% das pessoas são leitores e 70%, ou menos, são capazes de entender a escrita, mas muitas vezes despendendo esforços tão grandes que certamente procurarão outros meios de adquirir informações, lendo somente o necessário. O texto ainda afirma que quem tem o hábito de ler e sente prazer em fazê-lo, lerá cada vez mais; e quem não lê, cada vez menos, já que quanto mais tempo se emprega em uma leitura, mais difícil são as chances de sentir prazer com ela.
Para um bom aproveitamento da leitura é preciso informações prévias sobre o que se vai ler. Não há maneiras de se interessar por um assunto e ter o desejo de pesquisá-lo em uma enciclopédia, se não souber o que é uma enciclopédia e como usá-la. Assim, o não leitor, irá buscar a informação que necessita com alguém que possa transmiti-la oralmente, de forma mais fácil, já que não sabe que encontrará respostas às suas perguntas no conteúdo de um livro. Logo, para um bom uso da escrita, é preciso saber uma enormidade de informações sobre ela, o que seria mais fácil se técnicas de leitura e procura do que se vai ler fossem aprendidas na escola e além dela.
Por último o autor fala do sentimento de inferioridade do não leitor em relação aos livros. Esse, quando começa o processo de leitura e encontra dificuldades, desiste, duvidando de suas capacidades e sem parâmetros para avaliar aquele livro. Já o leitor assíduo nunca duvidaria de seus conhecimentos e diria que é o livro que não é interessante.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Os Livros na Idade Média
O texto relata o difícil acesso aos livros na Idade Média e seus processos de confecção e circulação. Por serem de custo muito alto ficavam espalhados somente nas mãos dos homens de saber, e foi assim que com aproximadamente uma centena de livros surgiram as primeiras bibliotecas de homens do parlamento de Paris, em 1400. As bibliotecas eram em sua maioria privadas e o acesso a elas era extremamente restrito porque os proprietários das mesmas consideravam-nas verdadeiros tesouros. Com a difusão da tipografia os livros impressos começaram a circular em países da Europa a partir de 1470, tornando-os mais populares. Esse processo foi lento e a evolução de fato só aconteceu em 1500.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Mergulho num lago gelado
Por um momento me senti perdida, muito distante. Leitura e escrita necessitam de uma certa prática e eu não tenho feito, me perdi por aí... a agora, por um momento, lembrei do texto de Rachel de Queiroz onde ela diz: "O autor enguiça. Falta-lhe imaginação para desenrolar o resto da história, (...)". Não sou autora nem estou no processo de escrita de uma história, mas sinto-me empacada. Algo aconteceu, alguma mudança na proposta ou muita informação a ser assimilada neste momento da vida. acho que ando muito crítica comigo mesma e assim com medo de escrever e não gostar. Hoje acordei e resolvi correr atrás desse prejuízo. Disse a mim mesma que faria tudo que necessito até as 17:00h e depois estaria livre para relaxar e talvez pegar um cinema. Decidi que ia ler todos os textos pendentes, então os posicionei na minha frente e comecei. Li todos os textos que faltavam, fiz fichamento de alguns, me interessei pelo tema, as idéias de Susan Sontag no texto Mergulho num lago gelado, que me lembraram muito idéias já lidas por mim de autores do livro "Como escrevo". Me chamou atenção saber que para ela ler precede o escrever e o amor pela leitura nos faz sonhar em ser escritor. Essa semana perguntei à mãe de uma aluna minha de artes se eu e a menina poderíamos ir a uma exposição juntas por que eu acredito que, assim como para o escritor, para o artista é muito importante ter referências de outras obras e assim construir idéias e ter o desejo de se tornar um artista também. Sendo assim, e mais ainda agora que consegui escrever ao menos algumas linhas depois dos meus textos lidos, penso que de fato ler e escrever estão firmemente relacionados.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Ser escritor
Na aula passada de Leitura e Escrita lemos textos falando das memórias de infância de dois escritores, João Ubaldo Ribeiro e Graciliano Ramos. Eu sempre pensei que para se adquirir gosto pela leitura e escrita era necessário que as mesmas fossem introduzidas à criança sem pressão e sem castigos. Em minha experiência em londres, quando trabalhava cuidando de quatro crianças de uma mesma família, tive muitas discussões com a mãe delas sobre esta minha certeza. Ela estipulou que todos os dias às 17:30 eu e o menino mais velho, com oito anos, deveríamos ir para o escritório da casa e ele leria para mim o livro dele por meia hora e que no final eu faria perguntas sobre o trecho lido e que, ao final do livro, ele faria uma redação a respeito. Na hora da leitura todos os dias esse menino subia as escadas se arrastando, como se estivesse caminhando no corredor da morte. Em uma semana resolvi dizer a ela o que eu achava daquilo tudo, pois estava sofrendo com ele. Disse que eu achava que ele iria criar um trauma de leitura, que ele não lia por prazer e sim para cumprir uma tarefa e que, na hora das perguntas, ele me respondia coisas simples sem mostrar interesse. Ela respondeu que não sabia o que fazer pois perguntas, respostas e redação eram exigências da escola. Disse que se eu soubesse outro método que o fizesse então. O triste é que eu não sabia. Então tentei perguntar para o próprio menino como ele queria fazer todas aquelas tarefas. Ele começou dizendo que queria ler por si só, sem ser para mim, concordei, afinal isso não era exigência! Então comecei a ler meu livro enquanto ele lia o dele. As vezes ele me perguntava o que estava acontecendo no meu livro, se eu estava gostando, eu dizia que sim e que o mocinho beijou a mocinha e que zás e blás e pum... e eu estava muito curiosa pra saber se poderiam ficar juntos. E então parava e perguntava: E o seu? tá bom? o que está acontecendo? e a partir desses relatos começamos a fazer as anotações que a escola tanto precisava. A escola era francesa e algumas das leituras eram em francês, mas isso era mais simples pois, por eu não entender muito de francês, ele se sentia o máximo de ler e traduzir tudo para mim.
Mas voltando aos textos lidos e talvez fazendo uma ligação com o caso do Maxime, o menino que eu cuidava, não entendo como Graciliano Ramos conseguiu se tornar um escritor. Na minha teoria ele odiaria ler e escrever para o resto da vida. Já para João Ubaldo Ribeiro tudo me pareceu mais prazeroso, mais livre e, sendo assim, na minha opinião mais produtivo. Então penso que talvez o desejo da leitura e da escrita aconteça para qualquer um, indiferente das formas que lhe foram passados na infância. O que deve mudar é a maneira com que esses hábitos exercem sobre nossas vidas. Graciliano escreve, pelo menos neste texto, de forma mais dura, como que colocando para fora sentimentos guardados da infância, João Ubaldo já deixa claro uma infância mais livre, onde mesmo tendo sido forçado pelo pai a aprender a escrever cedo, não se lembra disso de forma rancorosa, e o Maxime eu não sei, é muito cedo para dizer de que forma ele vai usufruir disso tudo no futuro, espero que da melhor maneira possível.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Meus métodos
Após ler o poema O corvo de Edgar Allan Poe na semana passada, e ter constatado que, no final, toda a minha leitura foi uma grande catástrofe, comecei a repensar meus hábitos de leitura e a me questionar porque é tão difícil de ler textos que não considero interessantes. Isso não acontece somente com poemas, que normalmente acho chato e com linguajar difícil, mas sim com reportagens de jornal, textos acadêmicos e uma imensidão de outros textos de informação. Comecei e pensar e comparar a relação que tenho com a leitura com uma relação amorosa. Não é comum as pessoas estarem em uma relação por uma questão de afinidade? Por exemplo: “Eu só estou com Fulano porque temos muitas coisas em comum, falamos a mesma língua gostamos das mesmas coisas e assim nos entendemos”. Acho que é um pouco assim que acontece comigo e a leitura. Eu penso que não quero ficar com ela se ela não me transmitir essa sensação de afinidade, se eu não puder dividir com ela a mesma língua. Então quando eu disse em uma postagem anterior que eu sempre tive o hábito de ler mas que essa relação nem sempre foi assim, um mar de rosas, eu me referia à esta parte da leitura. Eu sempre gostei realmente de ler, mas sempre foram romances. Incontáveis.
Eu penso que com isso eu limito demais meu conhecimento, pois acabo ficando à mercê de receber informações diversas apenas oralmente. Isso não é legal para mim e venho me forçando nos últimos anos a ter o hábito de ler e ir até o fim em assuntos que não são de meu interesse, mas que possam de alguma forma me trazer conhecimento. Vou aos poucos descobrindo as minhas técnicas para tal tarefa. Já percebi que os textos que não me atraem devem ser lidos em um outro contexto que não às pressas em uma sala de aula. Acho que foi isso que me atrapalhou com o poema ‘O Corvo’. Outra técnica que uso é a de anotar frases que resumam o que foi lido, mas essas somente nos casos de uma tarefa acadêmica a ser cumprida. Para poemas, costumo ler duas vezes, para o jornal e política procuro discutir o assunto com outras pessoas e para os romances é a mesma coisa de sempre: abrir o livro e ler, em qualquer lugar, a qualquer hora, e nada irá me desconcentrar.
Eu penso que com isso eu limito demais meu conhecimento, pois acabo ficando à mercê de receber informações diversas apenas oralmente. Isso não é legal para mim e venho me forçando nos últimos anos a ter o hábito de ler e ir até o fim em assuntos que não são de meu interesse, mas que possam de alguma forma me trazer conhecimento. Vou aos poucos descobrindo as minhas técnicas para tal tarefa. Já percebi que os textos que não me atraem devem ser lidos em um outro contexto que não às pressas em uma sala de aula. Acho que foi isso que me atrapalhou com o poema ‘O Corvo’. Outra técnica que uso é a de anotar frases que resumam o que foi lido, mas essas somente nos casos de uma tarefa acadêmica a ser cumprida. Para poemas, costumo ler duas vezes, para o jornal e política procuro discutir o assunto com outras pessoas e para os romances é a mesma coisa de sempre: abrir o livro e ler, em qualquer lugar, a qualquer hora, e nada irá me desconcentrar.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Ventriloquia
A ventriloquia é a arte de projetar a voz, sem que se abra a boca ou mova-se os lábios, de maneira que o som pareça vir de outra pessoa. Sexta feira passada eu e um amigo ficamos por horas na internet vendo vídeos de ventriloquia e acabamos por nos prender à uma única pesquisa: O americano Jeff Dunham. Esse homem conseguiu fazer um espetáculo com 5 personagens diferentes e mais ele mesmo, que sempre interage com seus bonecos. Isso quer dizer que ele consegue fazer 6 vozes diferentes, sem que nós espectadores possamos perceber sua boca se mexendo. Fiquei muito confusa e não consigo entender algo assim... então voltei a pensar naquela história toda de dom ou prática e cheguei à conclusão de que este homem não é resultado nem de um nem de outro e sim de um milagre!
quinta-feira, 11 de março de 2010
O Corvo
Eu não gosto muito de poemas, então ler um é extremamente difícil para mim pois me desconcentro muito facilmente mas vou me esforçar... vou me esforçar... vamos lá Ludmila, você consegue. “Mas Larissa, o que é pra fazer? Manu?” Ludmilaaa, o poema!!!
Comecei. Tento fechar os ouvidos pra ver se vem mais rápido pra mim. Estou lendo e entendendo, mas quando acabo a primeira estrofe releio para garantir que entendi mesmo. Pronto vou para a próxima. Ele está falando de uma mulher, é um amor proibido, já estou pensando que é a prima dele que eu li anteriormente em um site que eles se casaram às escondidas. Isso não importa. Ou importa? “Larissa, essa mulher é a prima dele?” Ai ai alguém pediu para eu ficar quieta. Desculpa gente.
E assim vou lendo, cada estrofe duas vezes para garantir o entendimento. Agora já estou na segunda página e estou começando a me envolver com o poema, tentando pensar o que se passava na cabeça daquele homem. Talvez ele esteja tendo alucinações penso eu.
Pronto, já estou me desconcentrando de novo, que pena, estava indo tão bem... Bom só estão faltando 4 estrofes, acho que não vou comentar mais porque certamente daqui para frente lerei sem me aprofundar. É assim, uma tarefa difícil ler um poema. Vou parar. Parei.
Comecei. Tento fechar os ouvidos pra ver se vem mais rápido pra mim. Estou lendo e entendendo, mas quando acabo a primeira estrofe releio para garantir que entendi mesmo. Pronto vou para a próxima. Ele está falando de uma mulher, é um amor proibido, já estou pensando que é a prima dele que eu li anteriormente em um site que eles se casaram às escondidas. Isso não importa. Ou importa? “Larissa, essa mulher é a prima dele?” Ai ai alguém pediu para eu ficar quieta. Desculpa gente.
E assim vou lendo, cada estrofe duas vezes para garantir o entendimento. Agora já estou na segunda página e estou começando a me envolver com o poema, tentando pensar o que se passava na cabeça daquele homem. Talvez ele esteja tendo alucinações penso eu.
Pronto, já estou me desconcentrando de novo, que pena, estava indo tão bem... Bom só estão faltando 4 estrofes, acho que não vou comentar mais porque certamente daqui para frente lerei sem me aprofundar. É assim, uma tarefa difícil ler um poema. Vou parar. Parei.
terça-feira, 9 de março de 2010
Escrever, escrever e escrever
Escrever esta semana está sendo um pouco diferente e doloroso pelo fato de que desta vez farei um comentário a respeito de 3 textos, lidos pela classe inteira. Isso significa que a magia e fantasia de um texto inventado por mim, que trate da minha infância, de momentos que eu nem lembro direito e que possa inventar como ficaram gravados na minha memória, acabou! Mas vamos lá...
Os textos são uma entrevista com o poeta João Cabral de Melo Neto publicada nos Cadernos de literatura brasileira do Instituto Moreira Salles, 1996, e dois artigos redigidos pela autora Rachel de Queiroz (A "inspiração" não vem para todos e Escrever), que eu, particularmente, gostei muito mais. Mas basicamente os três textos tratam do mesmo assunto: ESCREVER! Na minha opinião para ambos escritores a inspiração não é algo que vem do além. O ato de escrever é algo que se deve ser trabalhado, e que as vezes demora bastante tempo a ser concluído. José Cabral de Melo Neto compara esse processo com o da construção de uma casa e assim, para os autores como ele, que têm um projeto, planejam os livros, têm como tarefa um vazio a ser preenchido, ao contrário dos que saem escrevendo e quando chegam ao final têm a sensação de um transbordamento de informações. Para Rachel de Queiroz o ato de escrever é um processo penoso que começa com um desejo de transmitir alguma coisa, uma história a ser contada. E então frases vão surgindo e depois os personagens... mas então o pior acontece, chega o momento que o autor tem que criar o ápice de sua obra, a tônica do trabalho, e é então que ele emperra e lhe falta imaginação para continuar. Talvez para os que tem a tal inspiração vinda de Deus essa sensação criadora deve ser algo extremamente gratificante, mas para os autores comuns escrever é como a autora disse mesmo: "você pena, padece e só então escreve".
O terceiro texto também trata do ato da escrita, mas em um contexto familiar, desde a infância. Faz uma comparação do ato de escrever na infância e juventude entre famílias com pais medíocres intelectualmente e pais cultos e letrados. Boa parte deste texto me lembrou da minha infância e dos textos que escrevi e ia cautelosa e duvidosa mostrar ao meu pai, que como já disse em outra postagem, é um homem rigoroso com a educação e consequentemente com a escrita. Mas tudo deu certo e não criei traumas propriamente ditos, pelo contrário, agora mesmo estou mostrando este texto a ele e perguntando o que acha. Ele gosta... deve estar menos exigente!
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Vale do Matutu
O Vale do Matutu (lê-se Matutú) é um paraíso no Sul de Minas Gerais que me foi apresentado por minha mãe. Ela é fanática, viaja para lá praticamente todos os feriados do ano, participa de filas de espera e tem em São Paulo diversas amigas que conheceu lá e que, assim como ela, batem carteirinha na região. Não é para menos, como eu mesma descrevi o lugar é um paraíso na terra. A pousada é de um senhor nos seus 70 anos que ao que me parece nunca casou, a não ser pelo compromisso que assumiu com este vale encantado. Mas a opção de celibato dele não é algo que seja da minha conta, apenas queria com esta informação enfatizar a dedicação deste homem em tornar este lugar tão agradável e prazeroso. Quando se chega próximo à Pousada do Matutu você deve estacionar o carro e lá um homem já está à espera para te ajudar a carregar sua bagagem até a pousada, que fica morro acima. Ali você deixa de preferência as suas preocupações, celulares, eletrônicos e o mal humor. Mas não confunda o serviço deste homem com luxo, muito longe disso. Na casa sede o dono está a espera para te receber e encaminhar até seu quarto, que pode ser com duas ou uma só cama, que são os melhores pois significam que você estará num processo interior e pessoal ainda maior. As refeições são vegetarianas e acontecem em uma grande mesa, com todos os hospedes juntos como uma família. A pousada oferece passeios às cachoeiras, Yoga, meditação na capela ao final de todos os dias, oficinas de mosaico e uma pequena biblioteca na sala de estar, onde as pessoas ficam, geralmente após a janta, conversando e jogando. Eu pessoalmente, quando vou ao Matutu só penso em ler, embora goste bastante das atividades propostas. Mas é que tem alguma coisa com o lugar, o silêncio, o quarto solitário, a lareira no inverno, que me faz ter vontade de sentar e ler por horas, girando de um lado para o outro para encontrar novas posições. Melhor que levar um livro é também deixar para escolher um da própria pousada e ter assim o objetivo de ler até o final para não trazer de volta à São Paulo a curiosidade de um livro inacabado. O Matutu é assim, um lugar maravilhoso para relaxar e se apaixonar por um livro.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Ler para ser
Na minha infância não me foi dada a opção de não ler, fato este que agradeço imensamente aos meus pais. Eles souberam introduzir a obrigação como uma diversão, sem causar o trauma da leitura. Meu pai nasceu em uma família muito pobre, onde estudar não era uma prioridade, já que sobreviver era necessário. Dentre seus oito irmãos ele foi o único a deixar a pequena cidade de São Francisco do Sul para cursar uma universidade, a Universidade de São Paulo. Um exemplo de perseverança ele não conseguiu relaxar enquanto não viu todos os seus filhos (somos quatro) na escola estudando. O que era para ser algo maçante vindo de um pai rígido com os estudos foi diluído com o carinho que foi transmitido. Desde pequenina tive meu pai ou minha mãe sentados na beira da minha cama todas as noites, contando histórias dos irmãos grimm e princesas. Até que um dia disse a eles: Hoje eu vou ler sozinha! E dali por diante entrei, por minha conta, em mundos de aventuras cheios de surpresas, que me faziam girar de um lado para o outro na cama. Essa foi a minha história, o início de um amor, a leitura. Mas essa relação nem sempre foi assim, um mar de rosas... e qualquer hora eu conto mais um pouco das aventuras de Ludmila e seus livros.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Memórias
Quando oferecida a possibilidade de falar do meu passado, muitas aventuras me veem à cabeça, partes de uma infância bem vivida. Mas nem sempre essas aventuras foram vistas como algo engraçadinho típico de uma criança. Estávamos, eu e minha família, viajando para Santa Catarina nas férias escolares de 1992. O carro era um Escort com meu pai dirigindo, no banco do passageiro meu irmão e atrás, feliz e contente, eu. Lembro perfeitamente da brincadeira que fazíamos: adivinhar qual a marca do carro que viria na próxima curva. "Volkswagen", disse meu irmão; "Ford", eu gritei entusiasmada; "Ah essa não vale que eu já vi", disse meu pai. Mas num ímpeto e na frustração de ter que cancelar aquela rodada eu sem pensar tapei os olhos do meu pai que estava dirigindo e disse: "Não viu não!" Ele, por sua vez, num reflexo de motorista colocou o pé no freio imediatamente, causando dali por diante um grande acidente na rodovia. O carro invadiu a pista oposta, ziguezagueou, fez outros carros frearem bruscamente e por fim perdeu o controle, caindo em uma ribanceira. Foram cerca de 200 metros morro abaixo, sem saber o que o futuro reservava para nós, quando de repente, o carro parou. Olhamos uns para os outros e quando vimos que estávamos vivos e sem ferimentos meu pai começou a rir aliviado. Olhamos para cima na estrada e uma multidão esperava algum sinal de vida naquele carro ali parado. Quando abrimos a porta do carro e saímos andando normalmente recebemos aplausos de todos, mas o motivo do acidente decidimos que ficaria ali guardado. Esse foi certamente meu maior "delito" infantil, o qual nos divertimos até hoje em contar e relembrar, somente pelo fato de estarmos vivos.