quinta-feira, 17 de junho de 2010

Reflexão sobre o seminário: O ato de ler

Pergunta da Larissa: “O não-leitor, diante de um texto escrito, não o compreende diretamente. Vê-se obrigado a transformá-lo em mensagem oral; é essa mensagem que ele entenderá. Esse trabalho de transformação é extremamente demorado e difícil, e não é possível, portanto, abordar dessa maneira um livro de trezentas paginas”

A partir do trecho extraído do Livro A leitura em Questão de Jean Foucambert, elabore uma reflexão sobre o que seria transformar um texto escrito em mensagem oral e sobre qual a relação desse tipo de leitura com o gosto por livros e por textos escritos em geral.


Eu acredito que transformar um texto escrito em mensagem oral é o ato de repetir em voz alta ou mesmo em leitura silenciosa o que se está lendo, sem que a informação seja captada simultaneamente com ato da leitura. Esse processo pode fazer com que a leitura de um romance, por exemplo, seja muito mais longa do que o esperado, tornando a leitura um trabalho cansativo. Logo será difícil adquirir o gosto pela leitura, sendo mais fácil buscar informações e conhecimentos em outros meios de comunicação, como a televisão.

Reflexão Sobre o Seminário: A Invenção da Escrita - Os Primeiros Escritores e Leitores

Pergunta Renata Catib: A escrita cuneiforme possibilitou maiores nuances de sentidos e matizes de significados, possibilitando assim o registro de uma literatura muito mais rica e complexa. A sofisticação na escrita aumentou muito, mas será que a escrita pode ser considerada tão rica ou eficiente quanto a nossa linguagem oral?


Na minha opinião ambas tem pontos fracos e fortes. No que diz respeito à eficiência, a escrita e a linguagem oral são iguais, dependendo sempre do objetivo que se quer alcançar. O surgimento da escrita permitiu registros mas a oralidade foi o único recurso que as gerações anteriores tinham para trasmitir às futuras seus conhecimentos.
É importante lembrar que, hoje em dia, no mundo digital em que vivemos, com inúmeros meios de comunicação virtuais, podemos corrigir o que foi escrito quantas vezes acharmos necessário e o que foi dito oralmente continua sendo um ato sem volta, necessitando de maior oralidade para ser corrigido.



quarta-feira, 16 de junho de 2010

Reflexão sobre o seminário: História da leitura no Ocidente - da leitura em voz alta à leitura silenciosa

Pergunta da Samanta: O texto “A história da leitura”, apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você.




O seminário do grupo tratou de um tema bastante interessante pelo fato de as pessoas muitas vezes nem perceberem as diferenças entre o ato de ler em silêncio ou em voz alta. Para mim é nítida essa diferença a tal ponto que, quando alguém lê em voz alta para mim, eu tenho tanta dificuldade em entender que muitas vezes preciso reler eu mesma. Agora que estou de volta à faculdade, e tendo que praticar esse ato da leitura coletiva, percebi essa minha questão e sinto a necessidade de exercitar os meus ouvidos e a concentração, para um entendimento satisfatório dos textos estudados em sala de aula e também em outras situações em que um texto seja lido para mim.

Pergunta seminário "O ato de ler"

Vimos no seminário que três diferentes concepções de leitura implicam em três diferentes sentidos ao texto. Como que o sentido do texto pode influenciar no gosto pela leitura? e como isso pode ser trabalhado num ambiente escolar?

Resumo curto e longo do texto "A leitura em questão"

O texto "a leitura em questão" de Jean Foucambert é uma complementação para o seminário "O ato de ler" e trata das dificuldades que as pessoas em geral encontram na leitura. Essas dificuldades são provenientes da falta de prática, da pouca convivência com livros, das escassas informações prévias sobre o que se vai ler e, principalmente, pelo fato de que os livros são escritos, em grande parte,  por quem sabe ler para quem sabe ler, deixando assim o não leitor em uma posição inferiorizada em relação aos livros.


De acordo com o texto somente 30% das pessoas são leitores e 70%, ou menos,  são capazes de entender a escrita, mas muitas vezes despendendo esforços tão grandes que  certamente procurarão outros meios de adquirir informações, lendo somente o necessário. O texto ainda afirma que quem tem o hábito de ler e sente prazer em fazê-lo, lerá cada vez mais; e quem não lê, cada vez menos, já que quanto mais tempo se emprega em uma leitura, mais difícil são as chances de sentir prazer com ela.
Para um bom aproveitamento da leitura é preciso informações prévias sobre o que se vai ler. Não há maneiras de se interessar por um assunto e ter o desejo de pesquisá-lo em uma enciclopédia, se não souber o que é uma enciclopédia e como usá-la. Assim, o não leitor, irá buscar a informação que necessita com alguém que possa transmiti-la oralmente, de forma mais fácil, já que não sabe que encontrará respostas às suas perguntas no conteúdo de um livro. Logo, para um bom uso da escrita, é preciso saber uma enormidade de informações sobre ela, o que seria mais fácil se técnicas de leitura e procura do que se vai ler fossem aprendidas na escola e além dela.
Por último o autor fala do sentimento de inferioridade do não leitor em relação aos livros. Esse, quando começa o processo de leitura e encontra dificuldades, desiste, duvidando de suas capacidades e sem parâmetros para avaliar aquele livro. Já o leitor assíduo nunca duvidaria de seus conhecimentos e diria que é o livro que não é interessante.